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04 de dezembro de 2008
Opinião
Internacional de Porto Alegre, o destemido
pioneiro na Sul-Americana
por Andréia
Agora todo mundo
faz festa pela Sul-Americana, que já deveria ter
se tornado lugar-comum do futebol brasileiro. Estava mais
do que na hora de algum clube estufar o peito e dizer
“Eu vou!”, para honra e glória do futebol
brasileiro. Finalmente veremos uma Recopa do outro lado
do tabuleiro.
Fico feliz pelo Tite, que já passou por várias
críticas. Há quem não aprove seu
método de trabalho [ou seria sua personalidade,
hein?], mas, desta vez terão de dar o braço
a torcer pelo Águia de Haia dos Pampas, como diz
Milton Neves. Também imagino a festa gaúcha,
caso o Grêmio vença o Brasileirão
no próximo domingo: estará bom para ambas
as partes, principalmente porto-alegrenses.
Voltando a falar na Sul-Americana, digo mais uma vez
que finalmente estaremos em uma Recopa, tendo uma outra
vista. Se isto é um sinal de mudança no
nosso futebol, não sei, porém, deve servir
de exemplo para outros clubes. Título é
título, tenha estrela na camisa, ou não.
Até bocha e peteca está valendo. O que importa
é ver o torcedor feliz, torcendo e vibrando. Da
mesma forma que os estaduais deveriam receber mais atenção,
e a Copa do Brasil.
Aliás, falando em Copa do Brasil, é a competição
que trás novidades para o papo na happy hour e
deboche no elevador, durante a quinta-feira. Daí,
nós conhecemos o Pirambu, time para qual todo anti-Corinthians
torceu em 2005. E graças a ela que o Santo André
pôde disputar uma Copa Libertadores. Libertadores,
cujo valor é tão imenso, que os clubes brasileiros
fizeram vista grossa por tanto tempo para a tal da Sul-Americana.
Até que alguém daqui levou a taça
para casa, e tomara que, causando cobiça alheia.
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