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09 de janeiro de 2009

Opinião

Ano novo, time novo, mesma cidade da temporada passada

por Andréia

 Daí, que o Carlinhos Bala - "calorosamente" chamado de Chico César pelos corinthianos que ainda ressentem a derrota na final da última Copa do Brasil – virou a casaca. Não, amiga! Não estou falando que ele pulou o muro. Na verdade é mais ou menos, isso, mas futebolisticamente falando. Ele, que brilhou horrores no Sport, durante a Copa, trocou a Ilha do Retiro pelos Aflitos, sendo apresentado pelo Náutico para esta temporada. Novidade não seria, já que o vem e vai dos boleiros em pré e intertemporadas é de peso comum, se não fôssemos levar pelo fato de que ele já foi do Timbu, além de ter atuado pelo Santa Cruz em três oportunidades. Times rivais, como Grêmio e Inter, Cruzeiro e Atlético, Palmeiras e Corinthians. E como fica a cabeça do torcedor? Esquecer, ou fingir que esqueceu todas as provocações em clássicos que ainda não esfriaram por completo?

 Não que eu seja hipócrita a ponto de dizer que os jogadores não podem fazer seu próprio pé-de-meia, aceitando propostas de outros clubes. O futebol dos tempos atuais é business e ninguém – que trabalha com ele – pode negar. No entanto, que tal o atleta aceitar a proposta do time de outro estado, cidade, país, ou qualquer outro diferencial geográfico realmente relevante. Porque é chato para um torcedor flamenguista ver um fulano, mesmo que este tenha feito apenas dois gols [!], trocar a Gávea pelas Laranjeiras, ou São Januário, ou General Severiano – só pode ir para o Ameriquinha e olhe lá, que no Estadual tem de ficar no banco. Ou para um são-paulino, ver seu pupilo pular o muro, literalmente, em termos de CTs na Barra Funda, para o Palmeiras.

 Logicamente, parte dos vira-casacas prima pela comodidade de não precisar mudar de cidade. Porque a vida em êxodo é estressante. Imagine ter de desfazer e refazer mudanças de temporada em temporada? Dá gastura só de pensar. Porém, feras do Brasil varonil, ninguém mandou que quisessem ser jogadores de futebol! Antes, mudar de cidade, do que tomar um esporro do torcedor rival com mágoa de cabocla. Ainda bem que isso não é o caso do Carlinhos Bala, porque, pelo que andei observando [leia-se: conversando], os adoradores do Sport nem se importaram tanto assim. 

 

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