Habemus Amorim!
Uma mulher à frente do time de maior torcida do mundo
é um passo adiante
Publicado em: 10 de dezembro de 2009 -
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Logo vou dizendo que
não aguardo por grandes mudanças, logo de cara!
Mas estou esperançosa de ver a ex-nadadora Patrícia
Amorim eleita presidente do Clube de Regatas Flamengo. E tenho
certeza de que ela, como ex-atleta olímpica saberá
equilibrar o futebol aos demais esportes, sem desvalorizar
nenhum deles. E tal esperança não é apenas
pelo Flamengo. Até porque ela é fina o suficiente
para não chegar à sala de imprensa e dizer:
“A-ca-bou o dinheiro”.
Fato é que como mulher que escreve sobre futebol há
cinco anos, entre idas e vindas, desconfianças alheias
e adaptações ao formato de crônica que
se deseja, não tenho como não esconder aquele
brilho nos olhos em ver alguém como eu, dirigindo um
grande clube como o Fla. Porque só “Disãs”
sabe o pão que a mulherada futeboleira come até
hoje. Algumas ainda dizem em entrevistas que o preconceito
acabou. No entanto, posso garantir que é tudo balela.
A diferença é que quando se é conhecida,
o povinho recalcado que critica as anônimas, puxa o
saco. E muitas [eu não disse todas, perceba] mulheres
se traem quando mais deveriam se unir, como classe ainda subestimada
que são. Palavra de quem já viveu isso na pele.
Ver a Patrícia no poder é uma motivação
a mais. Dá vontade de continuar, ler, assistir VTs,
estudar futebol [se você for o Kajuru, pule esta parte],
respirar esse esporte por mais tempo que o de costume. É
a certeza de que quando se tem uma ideia consistente, pode-se
ganhar respeito e reconhecimento de quem é equilibrado.
Naquela máxima de que água mole e pedra dura,
tanto bate, até que fura. De maré em maré.
Concordou? Discordou? Opine!
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