Este texto não fala sobre futebol
Nesta sexta-feira,o placar do jogo entre Palmeiras e Atlético
Paranaense é enredo e cenário, que me perdoem
os fanáticos alviverdes
Publicado em: 16 de abril de 2010 -
Imprimir
O macaco é
um mamífero muitas vezes dócil, e tamanha fofura
lhe rende réplicas em forma de bicho de pelúcia.
No entanto, a associação dele ao negro ofende
porque "rebaixa" a etnia, que nos tempos de colonização
era considerado mercadoria, ao grupo de animais "irracionais".
De acordo com Charles Darwin, o homem é um primata
evoluído, ou seja, chamar um negro de macaco é
dizer que ele não evoluiu intelectualmente, culturalmente,
e por consequência, compormentalmente. Entendeu porque
Manoel, zagueiro do Atlético do Paranaense, denunciou
o também beque Danilo, do Palmeiras, por racismo?
Longe de mim, usar o meu site sobre futebol para falar profundamente
sobre História do Brasil, Antropologia e Sociologia.
Que a esmagadora maioria dos brasileiros possui "um pezinho
na senzala", e que saindo do espaço aérero
brasileiro, somos todos considerados apenas latinos inconvenientes,
baderneiros e inferiores, sejamos negros ou brancos. Mas fato
é que quem chama um negro de macaco, é o verdadeiro
animal [e coitados dos bichinhos de verdade], porque não
assimila que todos os seres humanos são iguais. A raça
humana é única, e ninguém deve ser ofendido
por sua cor [exceto a turma do bronze artificial, que de tão
alaranjados, se parecem com Oompa Loompas].
Esse texto não aborda o futebol, porque considero
mais importante lamentar esse episódio ocorrido no
Palestra Itália, ontem à noite.
Andréia de Moura é uma afro-luso-teuto
descendente, considerada mulata pelo lado branco da família,
e branca pelos negros. Registrada branca ao nascer, mas que
se considera negra num todo, como assim seria nos Estados
Unidos e países pertencentes a União Europeia.
E que alisa o cabelo, porque considera mais prático.
Concordou? Discordou? Opine!
|