Publicado em: 07 de setembro de 2009 -
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Em
um bairro na divisa de Diadema com São Paulo, nasceu
o time Unidos da Doze. Entre os atletas, estavam Paulo Toledo
e Antônio Silva, que atualmente são presidente
e vice do que se tornou uma associação. Antes
era apenas um time de bairro, disputando competições
amadoras por diversão. Hoje, além de tirar
crianças e adolescentes do ócio que pode levar
a maus caminhos, também planeja algo ambicioso, no
entanto nada impossível: obter a concessão
de uso de um parque abandonado na área, para fins
de manutenção, transformando-o em uma área
de lazer melhor aproveitada.
Hoje,
há um tanto mais do que 100 crianças e adolescentes
cadastrados no Projeto Meninos da Doze, que coloca a molecada
para jogar bola, embora a frequência não seja
de todas elas. No cadastro, consta até a escola onde
estudam. E para ser um “doze” , é necessário
estar estudando – embora as parcerias concretas com
instituições de ensino não tenham acontecido
até agora, por “inacessibilidade” de
diretores e professores. Paulo, por si só já
é um exemplo para a gurizada que está a crescer
no bairro de predominante classe D, de que o estudo é
a chave para a abertura de grandes portas. Formado em Criação
e Desenvolvimento de Web Sites, pela Universidade Anhembi
Morumbi, chegou a trabalhar de pedreiro, frequentar escola
pública, e atualmente é coordenador de tecnologia
em um escritório de advocacia, próximo à
avenida Paulista.
Não é fácil manter
os custos do projeto, por mais claras que sejam as intenções.
Empresas ajudam com doações esporádicas,
e muitas vezes, o presidente é quem coloca a mão
no bolso. Sem uma sede construída, os times treinam
em um campo cedido, e aproveitam das vantagens da construção
de um CEU [Centro de Educação Unificada, plataforma
de governo da ex-prefeita Marta Suplicy]. Todos que cuidam
da área administrativa são voluntários.
E o Time da Doze – como também é conhecido
– conta com a supervisão de uma professora
de Educação Física, Roberta Ávila,
que ajuda a avaliar os atletas.
Entre os 15 atletas da época em
que Paulo entrou no time, cerca de apenas seis estejam vivos,
devido ao contexto social que caminha junto à violência.
Seu sonho é deixar um trabalho válido por
ter feito a diferença, e que nunca tenha fim. 
Projetos
paralelos da Unidos da Doze

Velha guarda –
Os idosos também terão chance na Unidos
da Doze. O projeto visa trazê-los para próximo
dos jovens, não apenas fazendo samba, como
fazendo com que pessoas, muitas vezes já aposentadas
e deixadas de lado, sintam-se úteis. |
Jornal
próprio – com notícias
do bairro e arredores, o
É Nosso! é o jornal semanal, em
formato de fanzine, de iniciativa de Paulo. Os planos
são de distribuição às
sextas-feiras ou sábados para que os fatos
informativos circulem ao virarem assunto na padaria,
no bar, e assim por diante. Todavia, o preço
salgado da produção do veículo
faz com que almeje-se uma parceria com alguma gráfica. |
Conheça:
Unidos da Doze Futebol Clube
Rua Miguel Fleta, 628 - Parque Dorotéia
04474-240 - São Paulo - SP
Zona Sul
[11] 9200-2895 / [11] 7603-2267