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03 de abril de 2008
Uma aula de futebol
Durante presença relâmpago em São
Paulo, Felipão concedeu entrevista coletiva. Andréia,
que não é boba nem nada, esteve lá
e descreve tudo pra você
por Andréia
Em
passagem pelo Brasil, o técnico da seleção
de Portugal, Luiz Felipe Scolari esteve presente
no Officer Canal 2008, evento para distribuidores
de informática, apresentando a equipe Pamplona’s
da Stock Car, no último dia 2. O treinador
pentacampeão em 2002, também conduziria
uma palestra, em seguida.
A breve estadia pelo Brasil também serviu
para matar as saudades da mãe, que com 85
anos, passou por uma cirurgia e já está
recuperada. Sem contar a visita aos amigos de Goiânia
e a inauguração de um prédio
em sociedade. O vôo de volta para o Velho
Continente estava marcado para o mesmo dia e a próxima
oportunidade de pisar em solo brasileiro, somente
ocorrerá em três meses. |
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Felipão, como nós conhecemos
- ou Scolari, pelos irmãos lusitanos - sempre irreverente,
arrancou risos dos jornalistas, porém a seriedade
predominou no momento em que o assunto era sobre Eurocopa,
Ronaldos, e antidoping. E esclareceu rumores sobre o seu
futuro, inclusive aposentadoria, ao lado dos pilotos Duda
Pamplona e Nono Figueiredo. Confira:
Euro 2008
Felipão garantiu que os preparativos da Seleção
das Quinas para o torneio continental estão em
fase terminal, ou seja, definindo locais de treinamento,
horários e exames médicos. A lista dos convocados
sairá no próximo dia 12 de maio.
Aliás, o gaúcho solicitou em última
reunião da Uefa, que fossem realizados exames antidoping
não só durante a competição,
mas nas eliminatórias, onde a exposição
é menor: “No Euro é muita visibilidade,
mas na eliminatória é que a gente às
vezes fica em dúvida”.
Sobre as partidas serem divididas ente dois países,
Áustria a Suíça, Scolari declarou
não achar diferença. E afirmou que os portugueses
possuem as mesmas condições que as de 2004,
apesar de jogadores mais jovens e com menos experiência.
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Futebol brasileiro
O treinador declarou acompanhar algumas partidas
que acontecem em território brasileiro, citando
a Copa do Brasil. “O nível é
sempre o mesmo. Boa qualidade, alguns jogadores
surgindo.”, finalizando “O nível
do futebol brasileiro sempre é bom e sempre
com boa qualidade”.
Em relação às possíveis
coibições de certos tipos de comemorações
em campo “É muita proibição
para um jogo de futebol, uma coisa muito simples
[...] Algumas comemorações são
ridículas e outras que são engraçadas”.
“É muito bom jogador. Mas ainda tem
um longo caminho. Se passarem a enfeitar demais,
ele pode tropeçar ali na frente”, opinou
sobre Alexandre Pato, alegando que o guri precisa
de tempo, de responsabilidades a assumir e ganhar
experiência.
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Ronaldo, Ronaldo e... Ronaldo
O mar está para peixe, mas o futebol não
está para todos os Ronaldos. Entretanto, Felipão
acredita que Cristiano Ronaldo seja um dos cinco melhores
do mundo. “Se [Cristiano Ronaldo] é o melhor
ou não, não posso dizer. É um dos
melhores com quem já trabalhei”, respondeu,
deixando claro seu ponto de vista.
Sobre Fenômeno, Felipão crê que ele
poderá superar a nova recuperação
e a má fase se tiver ao lado pessoas que o amparem
quando estiver desacreditando em si. “Porque não
vai ser fácil. Mas ele tem força de vontade.
Ele já mostrou isso, duas três vezes. Quando
a gente mostra duas, ou três, pode fazer a quarta”
completando confiar que Ronaldo voltará a jogar,
seja no Milan ou em qualquer outra equipe.
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A respeito de Ronaldinho Gaúcho,
Felipão declarou que se o camisa 10 do Barcelona,
hoje com 27 anos continuar jogando por uns três
ou quatro anos, continuará entre os cinco
melhores.
High tech em campo?
“Há muitos interesses em jogo. Não
confio muito em computador, não. De alguém
mexer a bola pra cá, a bola pra lá”,
a favor de algumas modernidades, Felipão
prefere o erro humano, do árbitro, ao de
uma máquina manipulada.
Futuro
Aposentadoria é uma palavra que Felipão
deixará para daqui seis anos. E, desviando
do interesse da seleção mexicana,
que nesta semana demitiu o técnico Hugo Sánchez
e que o mira para o cargo, Felipão prefere
continuar em uma equipe européia, ou quiçá
regressar o futebol brasileiro, se o projeto apresentado
o agradar.
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Futebol e Stock Car
Aos risos, Felipão contou que nunca reclamaram
ao trabalhar com ele, e por isso crê que os pilotos
Duda Pamplona e Nonô Figueiredo da Stock Car também
não o fariam, caso um dia fossem chefiados por
ele. Os meninos concordaram. “Acho que seria uma
honra [tê-lo como chefe], sem puxar saco”
Duda respondeu, comparando a disciplina na Stock Car ao
que acontece com os jogadores de futebol.
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