Publicado em: 22 de novembro de 2009 -
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Entre
os dias 17 e 19 de novembro, aconteceu a Expo Estádio,
em São Paulo. O evento que reúne gestores
de estádios foi uma oportunidade de negócios
para os interessados nas portas abertas pela Copa do Mundo
de 2014 no Brasil, e os Jogos Olímpicos de 2016,
no Rio de Janeiro. Em especial, o mundial de futebol, que
foi tema de boa parte das palestras direcionadas a reestruturação
gerencial de estádios, revitalização
de áreas próximas às praças
de esporte e tecnologias vigentes em arenas no exterior.
Strike a pose: o meia santista Madson
brinca para um dos telões expostos
Stands atraentes atraíam mais visitas,
e criatividade foi o que não faltou. Placas luminosas
que davam a impressão de uma metrópole dentro
do local, mini arquibancadas, interatividade e gramados
sintéticos. Picolés, games, happy hour, coquetéis
e lindas promotoras completavam os atrativos para quem procura
uma alternativa de modernizar sua arena e lucrar com isso.

A empresa mineira HS Jardinagem, apresentava
seu produto exclusivo no Brasil, o Terracottem, utilizado
nos gramados do Estádio Olímpico [Sevilla],
do Edwood Stadium [Blackburn], e De Kulp Stadium [Feyenoord].
Enquanto isso, a Solarlux, mostrava a alegria dos locutores
esportivos: vidros móveis. Afinal, a torcida mal
sabe que algumas vezes, o estado e a temperatura das cabines
de transmissão são deploráveis. E do
outro lado do pavilhão, curiosos se enfileiravam
para participar de um videogame proposto pela Visual, de
paineis eletrônicos: com o peso do corpo, a pessoa
comandava uma personagem que tinha de cabecear bolas de
futebol e escapar de chuteiras, em um telão Full
Color – o melhor pontuado, ao final do dia ganhava
um brinde.

Até jogar videogame, os visitantes
- e alguns promotores de outros stands - puderam
Durante o primeiro dia de Expo Estádio,
houve a presença do cônsul britânico
Martin Raven, em uma conferência cujo assunto era
a preparação para grandes eventos esportivos.
Os estádios ingleses foram citados como exemplo,
já que da Inglaterra surgiram os hooligans, e a profissionalização
multi-facetada surgiu após 1995. De lá para
cá, as casas dos times da Terra da Rainha são
referência mundial. E ressaltou que o investimento
em recursos humanos é essencial para que pessoas
qualificadas possam administrar os estádios, já
que sem gerenciamento efetivo, a perda de dinheiro é
consequência.
Só um fato gerou burburinho no evento:
um espaço foi reservado com 12 stands para que as
cidades-sede do mundial de 2014 apresentassem seus projetos
de arena e qualidades. Para a surpresa de muita gente –
inclusive a minha – somente Rio de Janeiro e Manaus
enviaram promotores. Problemas estruturais alheios? Quem
sabe no ano que vem, a fantasia dê lugar a projetos
menos espalhafatosos para os demais representantes.
Mais matérias aqui.
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