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Na
Itália, a Barbie manda em time de futebol. Estou
falando de Valentina Maio, que aos 26 anos [!], assumiu
a presidência de um clube da terra do calcio,
e entre uma multidão de cartolas engravatados,
cabelos devidamente penteados com gel, mostra que mulher
com atitude tem vez, sim, no esporte bretão.
A princípio, Valentina poderia ser chamada –
pelos mais tolos e desinformados – de maria chuteira.
Afinal, é esposa do não tão famoso
meio-campista Manuel Turchi. Poderia ser mais uma. No
entanto, une forças com o marido, o pai, Franco
e o irmão, Guglielmo, para levantar o Virtus Lanciano,
que disputa a Série C1 do Campeonato Italiano.
Vamos por partes: Valentina vem
de uma família ligada ao ramo de reciclagem,
e conheceu Turchi, que estavam em sua primeira passagem
pelo clube rossonero, ao perder o embarque em um
trem. Coisas do destino. Porém, como nem
tudo são flores nesta vida, a belladonna
viu o time afundar em administrações
tenebrosas do passado, e chegar à falência.
De lá para cá, foram assinadas mais
de 60 procurações, a quantia de 1
milhão de euros foi desembolsada, e a sociedade
esportiva, que era conhecida apenas como Lanciano,
passou a se chamar Virtus Lanciano 1924.
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Valentina
em cena: pouco depois de assumir o Lanciano |
“É uma grande aventura,
mas só o tempo para entender que esse sentimento
de insegurança que tínhamos está
desaparecendo. Temos uma base sólida para
seguir adiante”
A essência da administração Maio
é o clima familiar. Pudera! Afinal, cada um tem
suas funções: o pai de Valentina é
tesoureiro e presidente honorário, o irmão
é gerente administrativo, além de Kitty,
esposa de Guglielmo, que foi a responsável pelo
marketing. E a mamãe do pequeno Francesco, de 1
ano e 10 meses, não titubeou em contratar Turchi
para o plantel. Mas, não pensem que é moleza
ser esposo de sua literalmente patroa. A própria
Valentina já declarou que quem decide se ele terá
de jogar ou não é o treinador.

A famiglia Maio,
em apresentação para a imprensa
Com a humildade de admitir que embora não saiba
de tudo, Valentina vai pouco a pouco reerguendo a moral
do Lanciano, e devolvendo o sorriso aos torcedores. “É
uma grande aventura, mas só o tempo para entender
que esse sentimento de insegurança que tínhamos
está desaparecendo. Temos uma base sólida
para seguir adiante”, avisa a moça./
Conheça
mais presidentas
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Rita de Cássia
O Bangu também já foi comandado
por uma mulher. A advogada Rita de Cássia
Trindade chegou ao clube em 1991, através
de um anúncio que buscava uma secretária,
e dez anos mais tarde foi nomeada vice-presidente
pelo Conselho Deliberativo. Em 2004, ano em
que o time da Zona Oeste do Rio de Janeiro completou
100 anos, Rita de Cássia tornou-se presidente,
deixando o cargo em 2006.
-
Marlene Matheus
Viúva do saudoso presidente corintiano
Vicente Matheus, Marlene foi nomeada em 1991,
pelo próprio esposo que já não
poderia mais se candidatar a mais um mandato.
Foi a primeira mulher a presidir um grande clube
brasileiro, deixando-o em 1993.
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Rosella Sensi
A Roma está apenas há um mês
sob seu mandato, mas Rosella já demonstrou
pulso firme. Após a derrota do time italiano,
em pleno Olímpico, para o Cluj –
equipe romena que disputa pela primeira vez
a Liga dos Campeões -, Rosella desceu
aos vestiários e deu uma bronca nos jogadores.
E sim, ela é filha mais velha do falecido
presidente Franco Sensi.

Rosella Sensi:
Bronca na boleiragem
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Gigi Oeri
Presidente do Basel, que neste ano disputa a
Liga dos Campeões, Gisela também
é a mulher mais rica da Suíça.
Alemã de nascença, ela costuma
dizer que tem dois corações quando
torce pelas seleções dos respectivos
países. Cheia de estilo, faz questão
de ressaltar que é uma prova viva de
que as mulheres loiras são inteligentes.
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Francesca Menarini
A italiana de 44 anos assumiu neste mês
o Bologna, recém promovido para a Série
A do Calcio. Sua família é acionista
majoritária do clube.
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