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03 de dezembro de 2008
As boas de bola
Conheça as dez craques que disputarão o prêmio
Fifa 2008
por Andréia
A
lista de candidatas ao prêmio de melhor jogadora
do ano, promovido pela Fifa foi divulgado no mês
passado. Para a nossa surpresa, o Brasil – que ainda
considera a modalidade feminina amadora - possui três
nomes entre os dez, o país com mais indicadas.
Você sabe quem são todas elas? Talvez tenha
até ouvido falar em duas ou três –
entre o Pan e a Copa do Mundo da categoria em 2007 até
os Jogos Olímpicos de Pequim –, no entanto,
agora você vai saber um pouco mais sobre cada uma
delas, escolher sua favorita e torcer durante a entrega
das estatuetas, em janeiro de 2009.
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Marta
- Brasil
Nascida em Dois Riachos, no estado de Alagoas, Marta
não deu ouvidos aos apelidos maldosos que recebia
dos vizinhos devido à sua fome de bola. Após
algum tempo jogando pelo Vasco, Marta embarcou para a
Suécia, jogar pelo Umea IK. De lá para cá,
a baixinha só colecionou reconhecimentos –
entre eles, ser a primeira mulher a ter seus pés
moldados na calçada da fama do estádio do
Maracanã. Duas vezes eleita melhor jogadora pela
Fifa, busca o terceiro troféu de ouro, e o vice-campeonato
olímpico não a tira do páreo.
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Cristiane - Brasil
Terceira melhor jogadora na premiação do
ano passado, a garota de Osasco foi convocada pela primeira
vez para a seleção brasileira aos 15 anos.
Vice-artilheira dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro,
com oito gols, só ficou atrás de Marta.
Em 2008, foi a maior contratação da equipe
feminina do Corinthians.
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Daniela Alves
- Brasil
A camisa 7 da seleção brasileira recentemente
foi campeã, pela Copa da Suécia feminina,
com o Linköpings Fotboll Club, justamente em cima
do Umea IK. Em 2008, seu currículo ganhou também
a primordial participação em lances decisivos
durante os Jogos Olímpicos.
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Hope Solo - Estados
Unidos
Em português, o nome da goalie da seleção
norte-americana significa esperança. Principal
fator – se esquecermos aqueles dois frangaços
logo na estréia contra a Noruega – para a
conquista da medalha do ouro nos Jogos Olímpicos
de Pequim, Solo é uma candidata em potencial. E
realmente virou esperança de seu país, principalmente
sua cidade, Richland, no estado de Washington, que instituiu
um feriado para a moça.
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Shannon Boxx
- Estados Unidos
“Você pode não ser a estrela que chama
atenção, mas se você trabalhar duro,
com certeza será reconhecido por alguém”.
Esta é a frase utilizada pela californiana Shannon
Boxx, volante da seleção norte-americana
campeã nos Jogos Olímpicos de Pequim. Medalhas
olímpicas não são novidades em sua
família: Shannon é irmã de Gillan
Boxx, campeã de softboll, em Atlanta. Atualmente
com 31 anos, foi convocada pela primeira vez em 2003,
sendo a mais tardia estreante na esquadra feminina do
Tio Sam. Em 2005, foi eleita a terceira melhor jogadora
na premiação Fifa.
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Nadine Angerer -
Alemanha
A Alemanha também tem sua muralha concorrendo
em 2008. Além de ser uma das melhores arqueiras
do mundo, Nadine Angerer completa o pacote com sua cara
de má. Tem em sua estante duas conquistas na Copa
do Mundo – a mais recente, contra o Brasil, no ano
passado –, e três bronzes em Jogos Olímpicos.
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Birgit Prinz
- Alemanha
Dificilmente quem conferiu a premiação
passada do Fifa Gala Player pôde se esquecer do
carão insatisfeito da capitã Birgit Prinz
ao levar para casa o troféu de prata. Campeã
da Copa do Mundo daquele ano e maior artilheira de todas
as edições da competição,
provavelmente suas expectativas seriam mais douradas para
aquela noite em Zurique. Em 2008 terá a oportunidade
de talvez juntar a estatueta às outras três
[isso mesmo!] e acabar com o reinado de Marta. Mas isto
é outra história. Birgit também mantém
os pés no chão: recusou uma proposta feita
pelo time feminino do Real Madrid, em 2006.
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Christine Sinclair
- Canadá
Aos 11 anos, a canadense Christine Sinclair ouviu do
técnico Sub-14 que ela seria uma jogadora de seleção,
e isso bem antes dos 25. Naquela época, a idade
da maioria de suas colegas de time girava em torno dos
13. E ele acertou: aos 25 anos, Sinclair já estava
na seleção há nove, e ostentando
a braçadeira de capitã em plenos Jogos Olímpicos.
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Kelly Smith -
Inglaterra
Ela faz do elenco Ladies do time preferido da Rainha
Elisabeth. Foi no Arsenal, que Kelly Smith começou
com seus primeiros chutes a gol, e como o bom filho à
casa torna, após uma temporada nos EUA, em 2004
pisou novamente no clube inglês e de lá nunca
mais saiu. Apesar da carinha de criança, Kelly
entrou para o plantel das balzaquianas no último
29 de outubro, e já defende a seleção
inglesa há 13 anos. Já foi indicada para
o prêmio Fifa em 2005, porém, neste ano foi
nomeada como membro da Ordem do Império Britânico
[MBE] – o que é uma honra para qualquer pessoa
nascida na Inglaterra.
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Ingvild Stensland
- Noruega
A meio-campista da seleção da Noruega atualmente
defende as cores do Kopparbergs/Göteborg FC, da Suécia
e estreou nos gramados aos 6 anos. Foi eleita a jogadora
do ano em seu país.
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