Ela é bonita, trabalha na ESPN dos Estados Unidos
e é a prova de que jornalistas esportivas são
discriminadas não apenas no terceiro mundo
Publicado em: 30 de abril de 2010 -
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Provavelmente,
a maioria dos brasileiros nunca ouviu falar de Erin Andrews.
Talvez os fãs esportes como basquete, futebol americano
e baseball a tenham visto, possivelmente admirado sua beleza.
E quem sabe, alguns se lembrem da notícia que estourou
no final do ano passado, sobre uma repórter esportiva
dos Estados Unidos ter saído filmada nua sem consentimento
e o vídeo ter sido jogado na internet. Sim, Erin
é uma jornalista em um país de primeiro mundo
e sofreu esse tipo de atentado, mostrando que há
uma longa estrada para as colegas da crônica esportiva
serem totalmente reconhecidas capazes e tratadas com respeito
– ou ao menos indiferença pelos que optarem
por não respeitar.
Filha de um repórter investigativo
famoso na cidade de Tampa, no estado da Florida, Erin ingressou
na ESPN norte-americana em 2004. Antes, entre outros trabalhos,
havia sido freelancer na Fox Sports da Florida, e feito
cobertura do time de hockey Tampa Bay Lightening.
Bela para os padrões da terra do
Tio Sam, Erin foi eleita em 2007 e 2008 a repórter
esportiva mais sexy, segundo a revista Playboy – sem
posar nua, que fique claro. A beleza abre portas, mas oferece
obstáculos, e os de Erin parecem ser desanimadores.
Entretanto, ela não deixou que sua carreira fosse
manchada, e continuou trabalhando com o que ama.
Sem sossego
Ainda em 2009, de acordo com o site TMZ,
Erin passou a receber ameaças de morte por e-mail,
fato revelado em abril deste ano. O FBI garante que ela
e sua família estão seguros e lamenta “que
existam pessoas doentes que caçam os medos e ameaçam
o bem-estar dos outros”. Pelo menos, o stalker que
fez seus vídeos já havia sido condenado em
março a 30 meses de prisão – o culpa,
do estado de Illinois, confessou ter seguido Erin por 18
meses, se hospedando nos mesmos hotéis que ela e
gravado as imagens através da fenda do olhos mágicos
que eram retirados das portas.
Atualmente, Erin participa do Dancing with
the Stars - programa que inspirou o quadro Dança
dos Famosos, exibido no Domingão do Faustão.
E para variar, foi atacada. Desta vez, a colunista do Toronto
Star Rosie DiManno, publicou a seguinte crítica:
“Eu não tenho problema com mulheres explorando
a indústria que descaradamente as explora. Mas isso
era difícil para sérias jornalistas –
que têm de trabalhar duro o dobro para obter metade
do respeito creditado aos colegas homens – de valor
profissional, competindo cara-a-cara com mulheres fúteis
e vulgares [fazendo referência a colega de reality
show de Erin, a atriz Pamela Anderson].”
Em ação: Erin entrevista Chester
Frazier, do Illinois
Em resposta, Erin declarou: “Eu não
sei qual erro estou cometendo. Estou basicamente me sacrificando
para não fazer um papel feio [no DWTS]. Eu estive
no top três em pontuação a cada semana,
ao lado de um atleta e dançarino profissional [o
patinador artístico Evan Lysacek] e uma cantora [a
pussycat doll Nicole Scherzinger]. Não estou certa
de qual dano criei a mim mesma. O que estou fazendo para
parecer uma mulher vulgar? Não entendo o que estaria
fazendo de errado”. Nem nós, Erin. Infelizmente
você é a prova de que em qualquer país,
as jornalistas esportivas ainda passam por maus bocados
e ouvem o que não querem.
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