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Entrevista:

Fabio Cunha visa o título pelo Tocantins

Equipe será comandanda pelo técnico, em busca do inédito

por Andréia
fotos: www.fcunha.com.br

O jovem técnico Fabio Cunha assumiu essa semana o Tocantins Esporte Clube, que disputará o campeonato estadual da primeira divisão, em busca do título inédito. Bom para a equipe e para o técnico, que já está acostumado com títulos - não só no futebol.

Fabio além de possuir um currículo extenso em experiência e qualificações, também é autor do livro Torcidas no Futebol: Espetáculo ou Vandalismo? [Ed. Scortecci, 2006].

Confira o breve bate-papo, em que Fabio fala sobre suas expectativas em relação à nova experiência e faz alguns comentários em relação aos colegas de profissão:

Andréia - Quais são suas expectativas em relação ao novo trabalho?
Fabio - As melhores possíveis. Vim para Tocantins para realizar um trabalho profissional e colher bons frutos, inclusive pensando no título.

Qual a sua análise sobre o futebol tocantinense?
Para ser sincero não conheço profundamente o futebol tocantinense, até porque é um dos estados mais novos e o futebol ainda está criando a sua identidade. Mas creio ser um futebol com muita força e vontade.

Você crê que haja alguma pressão para que o Tocantins obtenha seu primeiro título pelo estadual?
Acredito que a pressão seja normal, nada excessiva. Os dirigentes esperam uma boa campanha e um trabalho profissional, o título é conseqüência.

Qual é sua prioridade ao assumir a equipe?
Na realidade são duas prioridades, que nesse caso devem caminhar paralelamente: montar um elenco competitivo e auxiliar na estruturação do departamento de futebol profissional.

Você tem alguma preferência em relação a esquema tático ou simplesmente forma o time titular de acordo com a situação da equipe, ou do adversário?
Todo técnico tem uma preferência, mas o sistema será definido de acordo com as características do elenco e das circunstâncias momentâneas.

O que você, que já atuou como jogador, porém possui Mestrado e Pós-Graduação, acha sobre ex-jogadores que assumem times sem ter nenhum tipo de estudo? A experiência como jogador é suficiente, ou apenas colabora?
A experiência como jogador é importante, mas a formação científica é fundamental. Não são apenas os ex-atletas que tem problemas com isso, muitos formados pegam o diploma e nunca mais se atualizam, esses estão até mais errados. Os profissionais do futebol devem se atualizar constantemente, pois o futebol é uma ciência e, como todas as outras, está em constante evolução. Acredito que os bons profissionais são os que se capacitam tanto na teoria quanto na prática, independentemente da sua origem: jogadores ou formados em educação física. O futebol deveria privilegiar o conhecimento, a capacitação, o planejamento, a organização e a ética.


Fabio passou pelo Sub-17 do Primavera de Indaiatuba, em 2002

 

Lançamento de seu livro na Bienal de 2006

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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